Ontem uma moça internou no hospital apresentando plaquetas baixas, e no hemograma, que avalia principalmente anemia e infecções, observou-se um número muito baixo de leucócitos, células de defesa do organismo, além de febre, e dores no corpo. Era indício de dengue, que poderia ser um estado mais grave, pois já tinha tido dengue no ano passado, mais uma vítima das inúmeras ocorridas naquele ano, e uma dengue hemorrágica poderia estar presente.
Outros exames foram feitos, coagulograma, colesterol, triglicérides, glicose, ácido úrico, uréia, creatinina, TGO, TGP e até um teste de gravidez, já que tinha alguns indícios, para uma possível gravidez, além da patologia investigada, que se apresentou negativo. Por fim, foi solicitado um exame de HIV, também não reagente, alis o termo não reagente é usado freqüentemente para designação de exames negativos e que muitas vezes é motivo de recebimento de vários email pedindo esclarecimentos sobre o que seria este “não reagente”. No caso do HIV o resultado padrão é “amostra negativa para HIV”, mesmo assim ainda existem laboratórios que utilizam a nomenclatura – não reagente, os dois representam resultado negativo.
Voltando ao caso a moça, depois destes exames o médico suspeitou de malária. Dito e feito, após a confecção de uma lâmina, gota espessa, observada ao microscópio o laboratorista, prontamente identificou vários trofozoítos de Plasmodium vivax, com certeza o caso estava solucionado, malária. No mesmo dia a moça começou a ser tratada e logo seu quadro geral já era melhor.
Este foi mais um caso que parecia ser uma patologia, e que com os exames e observações da evolução clínica, foi diagnosticado outra doença. Por isso é importante, médicos, farmacêuticos, equipe de enfermagem, fisioterapeutas, neste caso a colega Renata já disponibiliza ótimas informações no seu blog, e todos os outros profissionais, estarem sempre adquirindo livros médicos atualizados, participando de congressos ou fazendo especializações. recentemente comprei dois livros, um tratado de farmacologia e o manual de bioquímica, muito úteis na área de farmácia e análises clínicas.
Renata, isso acontece também, tem alguns profissionais que apenas querem despachar o paciente, exemplo disso são raros médicos que para se verem livres do paciente, no atendimento ambulatorial falam que ele pode ir até o laboratório naquele mesmo momento para fazer os exames, sendo que são exames que exigem rigoso jejum. Se virem, despachei. Ainda bem que tem aqueles que observam minuciosamente todos os sintomas, analisam o resultado dos exames a fundo, vão ao laboratório e pedem outras informações e principalmente são abertos ao diálogo, aceitam opiniões, chegam ao diagnóstico muito mais cedo que aqueles “donos da verdade”. E quando… Read more »
Bons profissionais precisam sempre ler, pesquisar, se interessar por áreas afins… Vejo profissionais minimizando os sintomas dos pacientes, evitando exames, considerando o diagnóstico mais simples, quando o caso é na verdade complexo. Erros médicos e tratamentos inadequados de fisioterapia são exemplos de falta de atenção e interesse dos profissionais. Parabéns pra equipe que atendeu essa moça, que fez uma investigação ampla, descartou outras possibilidades e conseguiu o tratamento adequado e rápido com o diagnóstico correto.