Em estudo realizado por Jonathan Stamler da universidade de Duke e publicado na revista – Proceedings of natural academy of sciencer, indica que o sangue coletado nos bancos de sangue perdem em duas a três horas depois de retirado do doador, o óxido nítrico um gás presente no sistema circulatório.
O sangue exerce um papel fundamental para manutenção da vida, principalmente ao levar o oxigênio até as células pela molécula de hemoglobina que está presente no interior das hemácias (parte vermelha do sangue), as quais atravessam a parede dos vasos sanguíneos e liberam nos tecidos este O2 que é imprescindível nos processos metabólicos das células.
O estudo aponta que o óxido nítrico é o componente que atua nas paredes dos vasos sanguíneos fazendo com que estes tenham uma elasticidade e também atua na própria hemácia tornando-a mais flexível, podendo assim passar pelos microporos das paredes dos vasos com maior facilidade.
Portanto, se o óxido nítrico é perdido durante o tempo em que a bolsa fica armazenada para ser transfundida, quando o paciente a receber, sua atividade de dar elasticidade à parede dos vasos por onde circula e conferir à hemácia flexibilidade não irá acontecer e grande parte deste material transfundido, contendo hemácias com oxigênio, não poderá ser utilizado, pois a mesma não terá condições de sair do vaso sanguíneo para “entregar ” ao tecido o O2.
Durante o estudo inseriram óxido nítrico ao sangue que foi injetado em cachorros e o resultado foi bem melhor, exerceu sua função de maneira mais eficaz.
Este “acúmulo” de um volume circulante maior, aliado ao estado debilitado do organismo, a não chegada eficiente de O2 nos tecidos explicaria o elevado número de pessoas que sofrem de derrame cerebral e ataque cardíaco ao receberem transfusões.
Risco – benefício
Acredito que com uma transfusão os benefícios ainda são muito maiores que os riscos, ao observar no hospital os pacientes que recebem sangue, a melhora é evidente, concordo que estudos complementares ainda devem ser realizados, principalmente sobre os efeitos colaterais que esta adição de óxido nítrico poderia causar ao organismo do paciente, é um novo conhecimento, mas a doação de sangue ainda é salvação de muitas vidas.
Gostaria de doar para uma amiga que esta em Curitiba, mas moro em Porto Alegre. Como devo proceder? E no caso de doar plaquetas, como devo proceder nesta mesma situação.
Juliano,
Pode doar normalmente, informe para quem está doando, mas não será seu próprio sangue que ela irá receber, e sim de outro doador na região dela, mas a doação é válida. Abraço.
Denise doe sangue na sua cidade que estará fazendo um grande ação, pode também pedir para o pessoal do banco de sangue de onde você mora (e doa) que comunicar com o banco de sangue do hospital no local onde a pessoa que você queira doar está internada.
como posso doar sangue pra uma pessoa que mora em outro Estado?
[…] Trabalho estressante pode aumentar até duas vezes o risco de ataque cardíaco e Pesquisa – O sangue para transfusão perde importante componente – Plugbr Produtos de limpeza ‘podem causar asma’, sugere estudo – M’zone […]
Neto, antes tem que aprofundar alguns pontos obscuros da pesquisa para avaliar danos ao organismo com o uso do produto (químico) inserido no materia à ser transfundido.
Que legal, não sabia disso não, se é pra melhorar o estado de saúde dos pacientes, porque não implantar logo isso como regra?
Abração
Thera, é difícil, pois antes de transfundir a bolsa vários exames devem ser realizados (HIV, VDRL, Hepatite A, B, C…) separação dos componentes (plasma, plaquetas), provas transfusionais para avaliar a compatibilidade do sangue do doador e receptor, e isso demanda tempo, e pelo que o estudo descobriu o gás se perde dentro de três horas mais ou menos.
Se a maioria das pessoas fossem doadoras as transfusões poderiam ser feitas mais perto da coleta, o que diminuiria esse problema não?